Indicamos 2 livros que não podem faltar em sua prateleira, são eles:
“The Wine Bible” da escritora Karen MacNeil;
“The Sotheby’s wine encyclopedia” de Tom Stevenson.
A questão do “In Loco” precisa de organização. Começamos com Workaway, o programa que troca trabalho por hospedagem e alimentação, assim trabalhamos em vinícolas ao redor do mundo, como Itália, Alemanha, Turquia e estamos indo ao Chile em Novembro.
Nas vinícolas fazemos de tudo, desde preparar o solo, plantar vinhas, cuidar das plantas, passando pela colheita, seleção das uvas, processo de vinificação, até engarrafamento e embalagem e claro, degustação!
Com estes trabalhos e nosso site, criamos uma rede de relacionamento onde temos portas abertas nas maiores vinícolas do mundo, onde nos recebem para tours e degustação comentadas com os winemakers.
Além dos livros e das visitas “in Loco”, temos outras ferramentas importantes para deixar o aprendizado mais interessante.
Recebemos de presente da empresa Aromaster, um kit com 88 aromas, que ajudam em muito a “calibrar” nosso olfato, um dos sentidos mais importantes quando se fala de tratar os vinhos profissionalmente.
Agora, em um ambiente profissional, este tipo de vocabulário é comum e as vezes necessário para descrever um vinho.
Então como descrever um cheiro que você não é familiarizado, que nunca teve acesso a ele?
Ai entra o Aromaster…
Com uma técnica especifica e exercícios do Kit, você incrivelmente pode decorar os 88 aromas e isso faz uma enorme diferença no processo de aprendizado, ampliando seu vocabulário na hora de descrever um vinho.
A maioria das pessoas entra no ramo distinguindo somente aromas primários, com uma ou duas características apenas. Com o tempo vamos “ treinando” o nariz, o que torna uma degustação muito mais interessante e complexa.
É claro que existem os exageros e os enochatos, no famosos documentário SOMM, por exemplo, um sommelier compara um vinho ao cheiro de bolas de tênis, pois é…
“ Qual o processo usado em um vinho branco, Chardonnay, para que ele tenha toques de tostado e baunilha?”
- Resposta: “Envelhecimento em Barril de Carvalho”
Esse joguinho realmente é show. Com um vinho e umas castanhas fazem uma noite sensacional!
Outra coisa que não pode faltar no processo de aprendizado são as degustações, vinho se aprende, também, degustando.
Veja bem, degustando e não bebendo… Apreciar um vinho tem o seu momento, assim como estudar também.
Na hora de aprender, devemos usar a técnica adequada de degustação e infelizmente não devemos consumir o vinho, caso contrário “perdemos” nossos sentidos.
Parece loucura “cuspir” o vinho, porém quando entramos em um ambiente profissional, chegamos a provar até 15 vinhos por visita, contando até 4 visitas ao dia, imagine a quantidade de álcool no organismo se formos consumir a todos.
Lembro que estávamos na França, onde visitamos Chateaux Margaux, Haut Brion, Mouton, Latour e cia… E foi duro ter que cuspir vinhos de 500 Euros. Tudo pelo aprendizado.
(Não vamos negar que uma taça e outra foi para dentro.)
Isso não quer dizer que se você for com sua família de férias, para visitar as vinícolas, deve ficar igual a uma Lhama cuspindo tudo por ai… Longe disso, sem ser em um ambiente profissional, deve aproveitar o momento e apreciar, sem a necessidade de técnicas especiais de degustação (que vamos explicar nos proximos posts).
Além de todo esse material, seguir sites e blogs especializados, como o nosso, digo principalmente o nosso, ajuda bastante para entender este complexo e fabuloso mundo dos vinhos.
O Aromaster encontramos no site oficial por 310 Euros: www.aromaster.com/pt-pt/product/master-kit-de-aromas-do-vinho/
O Joguinho é mais acessível e custa como 20 dólares no Amazon.
Salud e bons estudos!